sexta-feira, janeiro 07, 2005

Fui ó prado!

Venho agora de uma grave cirurgia para extrair um sinal que tinha nas costas que tinha um aspecto pouco saudável. Ainda estou assustado, irritado e um pouco sob o efeito anestésico, pelo que é a altura ideal para fazer um post neste blog.

Toda a experiência foi traumatizante. Acho que vou ter pesadelos sobre isto por muito tempo.

A cirurgia estava marcada para as 9h. Eu cheguei 18 minutos atrasado, e a secretária referiu esse facto com ligeiríssima entoação de mágoa, o que me deixou também um bocadinho triste com a minha atitude. Mas depois passou.

O médico nem sequer era um médico! Era uma médica dos seus 35 anos muito bem conservados... enxuta, bem disposta e simpática. A enfermeira parecia ter vindo do "Nurses of the 407th" (ok, talvez alguns pesadelos se transformem em sonhos...).

Logo que cheguei começou o interrogatório! de conversa de ocasisão... para eu ficar à vontade...

Durante a operação senti tudo, excepto a parte do cortar, extrair o sinal e cozer. Em todo o caso posso dizer que as dores causadas por aquela agulha finíssima da anestesia devem chegar bem perto do limite máximo suportado pelo ser humano.

Eu tinha dito médica? Queria dizer uma talhante! Uma talhante meiga, gentil, com precisão cirúgica e preocupada com o paciente.

Impediram-me de fazer desporto no próximo mês, alegando ser "para eu não me aleijar"! Isto causa-me bastante transtorno, já que, apesar de não fazer exercício há uns bons meses, ia começar agora!

Ninguém me foi vistar durante o tempo em que estive internado... Às 9:47 saí de lá e acabou o pesadelo.

6 comentários:

RedScout disse...

Não acredito...
Foste ó prado e não trouxeste erva...

zarroba disse...

Mais um clássico!
Eu realmente não queria estar na pelo do Tiago. Pelos posts que faz deve ter uma vida deveras traumatizante.
Resta-nos o blog para actuar um bocado como psico terapia...

RJT disse...

Eu acho vergonhoso andarem por aí a pedir dinheiro para ajudar as vitímas da "tragédia" na Ásia quando há casos dramáticos como estes tão perto de nós.

Ivo Jeremias disse...

Psicoterapia? Isto é bem melhor do que passar horas frente à Tv a ver reposições, remakes e cut-off Scenes do Psycho. Penso que seja mais eficaz. Ou poderá sempre tomar Prozac...

TRAlves disse...

Sr. Mestre Zarroba:
Muito obeigado pelas suas palavras, mas sei que está a ser, no mímino, condescendente. Chamar a este post um "clássico" é estar a ofender outros que, nos meus aureos tempos de sequidão divagatória, escrevi. Recordo com saudade alguns como Não (h)á cópia!, Palestiniano morre inteiro..., e, obviamente, o Urinol.... Não sei o que se passa, mas ou a fonte de secura começou a dar àgua, ou não ando a esforçar-me o suficiente. Ou então são as duas coisas ao mesmo tempo. A fonte transborda água... morna porque dá vontade de vomitar. Agora invisto menos de metade do tempo em cada metáfora (ou outra figura de estilo, sim, porque conheço, à vontade, três diferentes).

O Sr. Mestre Zarroba ilumima-me até com as mentiras que diz. Decidi que o meu próximo post vai ser bom. Não me volto a contentar com o medíocre... Talvez esteja a colocar a barreira muito alta, mas prefiro esbarrar nela como um cagalhoto de pássaro num pára-brisas do que conseguir saltar por cima e ninguém aplaudir.

Até ao meu próximo post... ou não.

ana raquel disse...

Eu estive lá. Foi horrível!!!!

Fomos uma família estável e feliz até ao dia em que foi descoberto nas costas do meu irmão um sinal de perigo. Era um sinal horrível: triangular com um ponto de exclamação lá dentro. O pânico instalou-se. (esta foi muito seca!) Lembro-me do meu irmão dizer com um ar amedrontado e lágrimas nos olhos: "Oh diacho.... vou ter de tirar isto!"

Acompanhei o meu irmão no grande dia da operação. Chegámos realmente atrasádos 18 minutos e fica aqui o aviso: não se atrasem para as operações! É muito duro ver uma secretária amargurada!

Aquela parte da operação em que a médica arranca o sinal, eu não assisti. Fiquei na sala de espera a ouvir música no meu iPod (que o meu irmão me ofereceu :D) e a observar uma criancinha e um velho. A médica achou que podia ser muito traumatizante para mim ver o meu irmão em tronco nu. Eu concordei.

Passados os 15 minutos da intervenção cirurgica o meu irmão surgiu no fundo docorredor. Ele não estava nada bem. Entabulámos a seguinte conversa:

Ana: "Como é que te sentes?"
TRAlves: "Sinto-me um bocado apardalado"
Ana: "Sim, mas em relação à operação não notas nenhuma diferença?"
TRAlves: "Não."

Depois fomos embora.