segunda-feira, novembro 01, 2004

Podia dar-me para pior

Resultado de um fim de semana prolongado: mais tempo para escrever! Passo a apresentar duas piadas secas (não desistam depois da primeira!)

-- I --

Era uma vez um homem que tinha um tijolo.

Este tijolo era o seu melhor amigo e com ele ia para o todo o lado: levava o tijolo ao cinema; quando saía com os seus amigos era sempre acompanhado pelo tijolo.

Quando ia jogar futebol era o tijolo que ficava a guarda redes. O tijolo acompanhava o homem 24 horas por dia, 7 dias por semana e como se não bastasse, nas noites de maiores bebedeiras era o tijolo que ficava responsável pelo carro.

Pedia-lhe (ao tijolo) conselhos amorosos e era a ele (o tijolo) a quem primeiro pedia ajuda nos difíceis momentos da vida: o que vestir, com quem falar, o que fazer e que atitudes.

E foi assim durante muito tempo, a amizade que o homem nutria pelo tijolo era infinita... tudo aquilo que se encontra nos livros sobre a amizade estava espelhado no comportamento do homem e o seu tijolo. Aliás, não havia separação homem-tijolo. Eles eram um. E um só.

Até que um dia, o homem se fartou e atirou, com muita, muita, muita, muita, muita, muita, muita (realmente muita) força, o tijolo ao céu.

-- FIM --

-- II --

Um homem de negócios estava num voo turístico e estava a começar a desesperar com a sede que tinha. No tom mais educado possível pede à hospedeira de bordo:

- “Podia trazer-me uma garrafa de água, se faz favor?”

Praticamente ao mesmo tempo que acaba este pedido um papagaio que seguia junto com os passageiros no avião desata a berrar:

- “Oh minha badalhoca, traz-me já assim de repente um copo com whisky!

Para espanto do senhor a hospedeira serve de seguida o papagaio, mas esquece-se da garrafa de água. Espantado, tenta uma abordagem um pouco mais exigente, mas mantém o nível de educação:

- “Olhe faz favor, seria possível trazer a água que eu pedi ainda há bocado?”

Novamente o papagaio, que parece querer sempre gritar depois do senhor falar:

- “Tu! Vai-me já buscar um bacardi com três pedras de gelo! E mexe-me esse cú! Alta velocidade!


E não é que a hospedeira insiste em servir novamente o papagaio e não o senhor. Farto desta situação, o senhor decide reformular o seu pedido:

- “Oh minha porca de merda, já te pedi duas vezes água e ainda não me a trouxeste! O que é preciso dizer para ser servido aqui?...”

Mal tendo tempo para acabar a frase, a hospedeira agarra no nosso amigo, abre a porta para o exterior e atira o senhor do avião. Em total desespero de causa (pois estava sem pára quedas) olha freneticamente em redor. Sabem o que encontra?

- O tijolo da piada anterior!


Nota – Testei aqui o conceito “matrix reloaded – revolutions”. Agarrar em algo seco (sem ser piada) e uma contar a punch line noutra piada. Podem reconhecer a anedota do papagaio com outro fim – tomei a liberdade de a adaptar para este caso (filtrei bastante o factor “Fernando Rocha”). Se tiverem curiosidade posso depois partilhar a versão “original”.

E sim eu sei, é muito seca, mas afinal, existe melhor blog para ter estes devaneios?


Um abraço

tope

7 comentários:

TRAlves disse...

Caro Alvim,
É obvio que posts destes são sempre benvindos. Eu, pessoalmente, gostei. Por outro lado pode acontecer que o meu julgamento tenha sido influenciado pelo facto de eu estar com uma espécie de anestesia mental causada por uma constipação e uma manhã de debugging em C#.
Já agora, não se preocupem com a minha debilidade física temporária, já que esta, apesar de ter deteriorado o meu tempo de lazer neste fim-de-semana de 3 dias e uma hora, tem me ajudado a suportar o trabalho que estou a fazer. Enquando dou um espirro, tosso, assoo-me ou tento limpar o teclado e o monitor dos aglumerados de lixo séptico, esqueço-me de quão mau é o trabalho que estou a desenvolver (esta é uma boa palavra, porque a minha intenção é envolver-me cada vez menos com isto).
Além disto venho agora da casa de banho pública aqui da critical (ainda hei exprimir todo o meu drama com os WCs em palavras aqui neste blog) e aconteceu um dos meus piores pesadelos. Já deve ter acontecido com todos esticar a mão para o sítio onde deveria existir papel higiénico sentir apenas a rogosidade fria do cartão. Em todo o caso, como estava doente, pude desenbainhar o meu companheiro oportuníssimo: o pacote de lenços. Foi a primeira vez este ano em que carregava um destes conjuntos de lenços (ou pañuelos, em espanhol) Renova. O mau disto é que vou ficar para sempre marcado pela associação entre o meu próprio cócó e um objecto que tantas vezes esfrego na minha cara.

Bom resto de dia.

zarroba disse...

GRANDE!!!!

RJT disse...

Porky: essa era informação que eu não precisava (nem queria) saber.

Quanto ao post, estive tentado em parar na primeira, obrigado pelo aviso :)

RedScout disse...

Porky:
Obrigado por compartilhares connosco essa tua aventura. Mas (e penso que posso falar por todos) nenhum de nós estava minimamente interessado em saber tais promenores...

RedScout disse...

Ja conhecia a segunda, mas com um final diferente e não tão seco:
O homem encontra o papagaio que se vira pra ele e diz:
-Para quem não tem asas abusas um bocado, não?

TRAlves disse...

No dia em que eu começar a dizer coisas que realmente interessam a alguém, arrangem um sueca vestida de cabedal transpirante de luxúria para me bater até eu voltar à razão (ou à falta dela).
A minha missão aqui neste planeta não é dizer coisas que interessam. Ainda não sei muito bem qual é a minha missão, mas essa, indubitavelmente, não é.

topealvim disse...

Tenho de falar com quem me ensinou este seguimento de piadas (sim, não foi inventado por mim) para confirmar se ele utilizava a versão do papagaio. Já a aprendi há muito tempo e a minha memória cada vez está pior. Resultados do trabalho suponho eu.

RedScout: E sim esse é o final original, mas falta dizer que a hospedeira se passa e manda papagaio e homem para o exterior (mas, como nunca quero ofender quem inventou a anedota, reparem nas notas finais do meu post).